Tranças, para que vos quero

“Como era linda com seu ar namoradeiro,

A quem chamavam menina das tranças pretas,

Pelo Chiado passeava o dia inteiro,

Apregoando raminhos de violetas…”

Não há quem se canse desta música de Vicente da Câmara e quem não imagine imediatamente, ao ouvi-la, a respectiva menina das tranças, confessem. Mais alta, mais baixa, mais magra ou nem por isso, mas a menina das tranças está no imaginário de todas nós. E por sinal, imaginamo-la sempre bonita, de traços finos, com ar angelical e de menina que nunca se tornará mulher.

E é das tranças. As tranças estarão sempre ligadas às princesas, aos anjos, às meninas, às sardas, às índias, a tudo o que gostaríamos de ser pela componente aspiracional de sermos diferentes, de sermos a menina bonita que se diferencia das demais na secretária da sala de aula, ou pelas sardas, ou pelos cabelos negros, ou pela tez de branca de neve, ou pelos olhos rasgados à india. Em qualquer dos casos, a trança remete para a diferença, no bom sentido, claro.

 

E neste momento ela está de volta. E em grande! Este verão já se começaram a notar cabelos entrançados em varias ocasiões, desde casamentos, a cocktails, passando por jantares de aniversário ou mesmo na praia depois de um mergulho.

Mas se no verão podemos não ter reparado, neste outono/inverno, não temos como não reparar, pois elas vão estar em todo lado, em todos os tipos de cabelo e em todas as ocasiões.

Ah, e nos mais variados formatos. Por isso meninas, não há porque não brincar com o cabelo e apostar na trança que vos favorecer mais ou simplesmente que tiverem mais jeito para fazer com as vossas mãos.

Se for este o caso, deixo-vos uma ideia. Experimentem, vão ver como é fácil de fazer e fará um sucesso.

 

Eu já me rendi.

Por tudo e por nada agora aposto em tranças. Fáceis, rápidas, elegantes, e neste caso (ou estação, melhor dizendo), sempre na moda.

Palavra de P.

 

por Paula Salgueiro

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